Imagens em CG podem ser misturadas com ajustes de edição de
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Efeito filme
Imagens em CG podem ser misturadas com ajustes de edição de
domingo, 17 de junho de 2012
Dicas para trabalhar como freelancer
9 DICAS PARA TRABALHAR COMO FOTÓGRAFO FREELANCER
Fonte: Escola de Freelancer
Trabalhar como freelancer abrange várias áreas. Entre as quais as de fotógrafo freelancer. Hoje vou dar aos leitores da Escola Freelancer algumas dicas de como poder iniciar-se e ter sucesso nesta profissão. Mas este artigo não seria possível se não tivesse contado com a ajuda do conceituadofotógrafo Carlos Rodrigues, que me deu algumas dicas de como ter sucesso nesta profissão que conta com cada vez mais apaixonados. Portanto preste atenção às próximas dicas de alguém que conhece este mundo como poucos em Portugal.
Com certeza a primeira coisa que deve se preocupar é como iniciar esta carreira. Que material devo utilizar? Como faço para conseguir mais clientes? Está tudo neste artigo. Mas vamos aos passos iniciais. Veja o que deve ter para iniciar a sua carreira de fotógrafo:
- Uma máquina fotográfica. Não necessita de ser das mais evoluidas, pelo menos no início da sua carreira de freelancer. Com o tempo terá que investir num material melhor
- Software de edição de fotografia. O mais aconselhado é mesmo o Photoshop. No entanto, na internet poderá encontrar vários gratuitos. Ficam aqui o link de alguns: Photoscape, The Gimp, Photofiltre, Photo!editor, Magicfunpixmaker, Shutterfly Studio, Cartoonist
- Um bom computador portátil
Como pode reparar, o investimento no material ao início não é muito. Mas de qualquer forma, e se você for tendo sucesso, o mais certo é que o investimento aumente com o passar do tempo. Contudo, estes são apenas os primeiros passos para se iniciar nesta carreira de freelancer. Agora que já temos o material, podemos passar ao trabalho. A primeira questão que fica no ar é:
1. DEVEMOS COBRAR PELOS PRIMEIROS TRABALHOS?
A resposta é um redondo sim. E as explicações para esta afirmação são bastante óbvias. A primeira prende-se com o fato de ter que cobrir as despesas. Em momento algum da sua carreira de freelancer deve pagar para fazer o trabalho a outras pessoas. Pelo menos cobre o que você gastou de gasolina ou em alimentação. Mas também é importante que explique isso ao seu cliente. Diga que está em início de carreira e que este preço serve apenas para pagar as despesas. Ao esclarecer isto, ele ficará a saber que você não será para sempre um fotógrafo freelancer “em saldos” e para que se dentro de alguns meses cobrar um pouco mais, ele saiba que isso faz parte da sua evolução.
Outra das razões porque deve cobrar serve para dar ao valor ao trabalho que você desenvolveu. Se fizer tudo de graça, o mais certo é que o cliente não dê muita atenção ao que está fazendo. O fato de ter gasto dinheiro consigo já o leva a olhar para si com outros olhos.
2. ESPECIALIZE-SE EM DUAS ÁREAS NO MÁXIMO
Agora que já tem material e já sabe quanto vai cobrar, está no momento de pensar em que área se vai especializar. Aconselho que dê prioridade a duas. Isto porque entramos na mesma lógica qualidade versus quantidade. Se você trabalha em várias áreas o mais certo é que aprenda um pouco sobre todas elas mas muito pouco sobre uma. Se sabe menos, a tendência será sempre a de receber menos. Os ramos a que se pode dedicar podem ser vários como o desporto, a moda ou a publicidade. A tendência inicial será sempre a de entrar na área da moda, visto que é a mais fácil de começar a trabalhar pois qualquer amigo ou desfile informal poderão servir para ganhar experiência.
3. DE-SE A CONHECER
Existem várias formas de começar a promover o trabalho de freelancer. A mais simples dela é ter o seu próprio site. Mas como isso implica algumas despesas e na fase inicial convenhamos que odinheiro não será muito, o melhor é mesmo inscrever-se em sites nos quais possa mostrar os seus trabalho. Ficam aqui alguns que pode utilizar:
Nestas plataformas, tem oportunidade de dar o seu trabalho a conhecer. No entanto, mal possa arranque com o seu site próprio. Dá um aspeto mais profissional e com certeza irá deixar os seus clientes mais satisfeitos.
4. FORMAS DE PAGAMENTO
Tal como em todas as áreas de freelancers, o pagamento é sempre um problema. E a área da fotografia não é excepção. Mas para que perceba melhor, existem três formas de pagamento:
- Pagamento por peça. O fotógrafo desloca-se a um determinado local (um casamento por exemplo) e recebe por dia
- Pagamento por venda de cada fotografia
- Pagamentos mensais trabalhando quase de modo fixo para uma edição ou para várias, recebendo um valor fixo por mês
Contudo, os pagamentos nem sempre são feitos a tempo e horas. O pagamento por peça normalmente é o maior problema, tendo empresas a pagar apenas ao fim de 60 dias. Nestas situações não existem muitas soluções. A melhor mesmo será, quando já tiver alguma experiência, aceitar trabalhar apenas com aquelas empresas que lhe garantem confiança e pagamentos dentro do período acordado.
5. COMO ANGARIAR CLIENTES?
Além da sua página própria ou dos sites de divulgação de imagens nos sites que referi acima, você pode fazer um pouco mais. Uma das formas é enviar fotografias suas em PDF para futuros clientes ou mesmo para aqueles com que já trabalhou. Esta é também uma das formas de manter o seu portfólio atualizado. Como afirmou o Carlos Rodrigues enquanto estava à conversa comigo, “é importante recordar aos clientes o trabalho que temos feito, sendo que o envio-lhes um email de dois em dois meses. Agarro num documento em PDF com as últimas novidades e envio”. Um simples clique pode fazer a diferença. Outra das formas é estar atento ao que acontece e enviar emails para eventos e verificar se eles não necessitam de um fotógrafo freelancer. No entanto, a melhor forma de divulgação do trabalho freelancer apenas depende de si e da qualidade do seu trabalho: a publicidade boca a boca.
6. DIREITOS DAS FOTOGRAFIAS
Infelizmente vemos o trabalho profissional de muitos fotógrafos ser menosprezado com sites e canais de televisão a utilizarem as suas fotografias sem referirem o autor. Alguns apagam até mesmo a identificação. A melhor forma de se precaver para este tipo de situações é colocar uma marca de água nas suas fotografias com o seu nome. É claro que existem sempre o risco de serem apagadas. Portanto, quando maior ou mais complicada de se tirar, mais eficazes serão.
Existem alguns fotógrafos freelancers que não gostam de as utilizar visto que pode estragar a beleza da fotografia. São opções. Outra das formas de tentar manter a legalidade das suas fotos é ter alguma entidade que proteja os seus direitos. Em Portugal, existe a sociedade portuguesa de autores. Para isso basta inscrever-se a cada vez que quiser registar as suas fotografias paga 70 euros pelo pacote.
7. TER OU NÃO TER ESCRITÓRIO?
Trabalhar como fotógrafo freelancer não exige automaticamente que tenha um escritório próprio. Contudo, deve reservar um local em sua casa de modo a que não seja constantemente interrompido por membros da sua família ou cair na tentação de ver um pouco de televisão. É importante que tenha um local sossegado na sua casa onde possa fazer o tratamento das suas fotografias sem ser perturbado, de modo a não prejudicar a sua produtividade.
8. BANCOS DE IMAGENS: OUTRA FORMA DE GANHAR DINHEIRO
Como o dinheiro não vai abundar nos primeiros meses desta profissão, uma das boas formas de começar a ganhar algum capital é colocar as suas fotografias em bancos de imagens. Neles, poderá deixar os seus trabalhos para que posteriormente possam ser adquiridos. A maioria dos sites paga cerca de 10% cada venda. Sendo a maioria das fotografias vendidas com custos muitos baixos, é verdade que o leitor poderá dizer que irá ganhar muito pouco. Mas também é certo que a fotografia pode ser vendida várias vezes, aumenta os seus ganhos.
Uma das coisas que poderá fazer para aumentar as probabilidades de vender é adicionar a sua fotografia às características corretas e colocar uma descrição que chame a atenção do possível comprador. Estas atitudes podem garantir a sua venda num mercado tão concorrido como este. Vender imagens em bancos de dados pode ser uma boa forma de começar a juntar algum dinheiro para investir no seu material. Veja abaixo alguns bancos de dados que lhe podem ser úteis:
9. APRENDA SEMPRE MAIS
Tal como em todas as profissões de freelancer, aprender sempre mais também deve ser uma característica dos fotógrafos freelancers. Procura vídeos no youtube sobre as últimas novidades sobre photoshop ou leia ebooks relacionados com fotografia. Manter-se atualizado para conseguir tirar o melhor partido das suas fotografias é importante. Carlos Rodrigues confessou que perde “algumas horas dos seus dias a aprender mais alguma coisa”. Faça você o mesmo. Até porque no mundo da fotografia estão sempre a acontecer coisas novas todos os dias.
ESTÁ PRONTO PARA SE TORNAR FOTÓGRAFO FREELANCER?
Tal como todas as profissões de freelancer, trabalhar como fotógrafo não é uma tarefa nada fácil. Isto porque a concorrência é feroz e hoje em dia qualquer um pode agarrar numa máquina e começar a tirar fotografias. A única forma que o leitor terá para se destacar é melhorar a qualidade e seguir algumas das dias que temos acima. Mas antes de finalizar este artigo, gostaria mais uma vez de agradecer ao Carlos Rodrigues por ter se disponibilizado para ajudar os nossos leitores.
E você, já tentou trabalhar como fotógrafo freelancer? Deixe a dúvidas que tiver que nós responderemos!
Abraço
Modo P de profissional...
“A técnica é importante, mas apenas no sentido em que tem de ser dominada para que se comunique o que se vê… Seja como for, as pessoas preocupam-se demasiado com a técnica e não se preocupam o suficiente com ver.” Henri Cartier-Bresson.
Atenção – este é um texto introdutório, voltado para quem está começando na fotografia.
Participar de todos os mais importantes congressos de fotografia do Brasil me mostrou uma coisa muito legal. Muita gente da platéia que se acha bom no que faz tem um conhecimento enciclopédico de todas as funções de sua câmera, de tudo que está acontecendo na tecnologia fotográfica e até de como se comportam os pixels em cada tipo de sensor. Já quem está no palco e está ganhando muito dinheiro com fotografia às vezes não dá a mínima para isso. Apenas se utiliza de seu olhar diferenciado. Chega a ser espantoso como alguns dos maiores fotógrafos deste país fotografam em JPEG (heresia?!?) ou que alguns renomados fotógrafos de estúdio nunca usaram um fotômetro de mão.Indo para o outro lado, vemos toda a controvérsia criada pela Nikon ao cometer o “pecado” de dizer que um fotógrafo é apenas tão bom quanto seu equipamento.
Falando sério, eles estão quase certos. Fotografia pode ser feita até com objetos de nosso cotidiano, mas ninguém deixa de sonhar com uma 5D Mark II ou uma D700. Equipamentos mais robustos nos fornecem, além de qualidade de imagem, um maior conforto em acessar facilmente os comandos que mais utilizamos. Embora eu não acredite que é necessário saber tudo da tecnologia fotográfica, você precisa saber o principal para poder dominar a sua câmera e não ser dominado por ela. Você deve conhecer a fundo a sua câmera para poder, por exemplo, mudar configurações sem tirar o olho do visor. Isto eu acho importante.
O presente texto estava em minha mente desde a minha participação no Nu Photo Conference. Durante a apresentação de Fernanda Marques ela disse para os participantes que estava utilizando o Modo P de profissional. Muita gente ficou se perguntando sobre isso e me indaguei se os fotógrafos ainda não entendiam os modos automáticos de prioridade. Por isso aqui vai um pequeno texto sobre o que você deve regular em sua câmera para as diferentes situações do cotidiano.
- Modo Automático – geralmente é representado por um quadrado verde no seletor de modos da câmera. Ao utilizar esta opção você entrega para a câmera o ajuste de todas as possibilidades de regulagens. Ela escolhe obalanço de branco, a velocidade ISO e faz a fotometria. Indicado apenas para quem não sabe o que fazer com uma câmera reflex, pois as regulagens tendem a ser desastrosas. O problema do modo automático é não poder personalizar algum ajuste para se adaptar à uma situação específica e a velocidade ISO que fica sempre muito alta. Na cabeça dos fabricantes, quem usa modo automático é o amador completo e o ISO auto possibilita uma maior velocidade do obturador o que leva a uma menor quantidade de fotos tremidas.
- Modo Manual - representado por um M nas câmeras fotográficas, aqui é tudo ao contrário do modo automático. Você deve escolher todas as configurações da câmera antes de fotografar. Muitos fotógrafos dizem que os verdadeiros profissionais só utilizam o modo manual, mas isto é uma grande balela. Ele é muito improdutivo em situações que exigem velocidade e diferentes condições de luz. Mas, em situações controladas e com possibilidade de ter tempo para pensar nas melhores regulagens ele será a melhor solução para a maioria dos seus problemas. Lembrando que nesta situação você deve escolher a velocidade do obturador, abertura do diafragma, velocidade ISO e balanço de branco (se fotografar em JPEG). A maneira de escolher estas regulagens é seguindo as informações do fotômetro de sua câmera ou de um fotômetro externo.
- Modo P – aqui entramos em um ponto que pouca gente acaba se utilizando. O modo P seria um automático com algumas possibilidades de intervenção do fotógrafo. A câmera escolhe a velocidade do obturador e a abertura do diafragma, mas permite que você ajuste o seu ISO, balanço de branco, compensação de exposição e escolha o tipo do arquivo que você vai utiliza (JPEG ou RAW). Outro ponto positivo é que o flash não é acionado automaticamente, você precisa apertar o botão de acionamento. Muitos professores de fotografia dizem que este é um modo intermediário para quem quer sair do automático e migrar lentamente para o modo manual. Fiz algumas experiências aqui com o modo P da Canon e realmente ele quase sempre acerta.
- Prioridade de Velocidade – aqui mais uma modo semi automático onde você escolhe a velocidade de obturador e a câmera se vira em determinar a melhor abertura de diafragma para sua imagem. Ótimo para momentos em que o congelamento de uma imagem é necessário, como em atividades de esporte ou automobilismo. Aqui na cidade tem um exemplo muito bacana. O estádio municipal possui zonas de sombra e zonas de luz muito forte durante a tarde. Ficar fazendo diversas fotometrias durante a partida fica inviável, então a prioridade de velocidade se torna uma boa opção. Todos os outros ajustes (ISO, WB, tipo de arquivo) ficam liberados neste modo.
- Prioridade de abertura – aqui é o inverso. Você pode decidir o diafragma e deixar a câmera determinar a velocidade do obturador. Isso é importante se você quer trabalhar com a profundidade de campo gerando imagens totalmente nítidas em todos os planos ou apenas em um único plano, como no caso de alguns retratos. Neste modo também temos liberados os ajustes de WB, ISO, compensação de exposição e tipos de arquivo.
Embora as possibilidades sejam várias, uma coisa é certa. Descartem totalmente os modos pré-programados (esporte, retrato noturno, paisagem) que só tentam reproduzir ajustes que você pode executar com o modo manual ou de prioridades, porém com uma menor possibilidade de controle por parte do fotógrafo.
Obvio que não vou dizer para vocês qual o melhor jeito de utilizar a sua câmera. Essa escolha vai de cada um e depende da situação em que você se encontra. Quando comecei a fotografar casamentos eu utilizava muito o modo de prioridade de velocidade. Como só tinha lentes escuras o diafragma chegava a no máximo f/3,5. Com as lentes claras isso já não é possível. A câmera jogava o diafragma em f/2,8, o que causava perda de profundidade de campo estragando os retratos com pessoas que não estivessem no mesmo plano. Hoje trabalho em manual com o diafragma em f/4,0 e o obturador variando de 80 a 120 deixando o flash em TTL para corrigir as diferenças de iluminação. Mas, isto são coisas que você vai acertando com a experiência.
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Primeiro contato
5 dicas do que não fazer
1) Evite escrever tudo em caixa-alta (“caps lock”). Isto faz parecer que você está gritando. E não é educado.
2) Utilize um auto-corretor. Seu e-mail não precisa estar 100% correto, mas quando você escreve o serviço que você presta como “hoepdagem”, isto não dá muita credibilidade.
3) Você não pode ser um “webdesign”, do mesmo jeito que eu não poderia ser um “carro”. Posso ser um motorista, do mesmo jeito que você pode ser um “webdesigner”. Por favor, aprenda o nome correto da sua profissão antes de dizer que você é tal profissional.
4) Saiba o nome da empresa ou o nome da pessoa que você está contactando. Você escreveu “Design Blog” errado as duas vezes – e ambas, de formas diferentes.
5) Você possui uma empresa de hospedagem de sites e no entanto utiliza um e-mail @hotmail.com? Isto me faz acreditar que nem você acredita no seu próprio serviço – e se você demonstra isto, como que qualquer outra pessoa poderia confiar em você?
Um pouco de cuidado pode garantir que você consiga fechar um contrato novo. Fique esperto!
terça-feira, 29 de maio de 2012
A vida de um freelancer
E, no entanto, não é tão fácil como parece. Por um lado, deve compreender que os freelancers são autónomos. E com o luxo de ser trabalhar para si mesmo, vem a dura realidade de que ninguém está a olhar por si. Isso significa que você tem que estar constantemente à procura de novos serviços. A boa notícia é que num mundo de quase sete bilhões de pessoas, há sempre palguém à procura de trabalhos de escrita ou de ajuda em web design, fazendo com que os projectos freelancers sejam abundantes! A Internet é um mundo todo sobre a escrita de conteúdos, incluindo conteúdo de vídeo, embora o design e áudio se estejam a tornar igualmente importantes.
O que fazer antes de virar freelancer?
Fonte: Design Blog
Por Canha | 20 de janeiro de 2012
Por Canha | 20 de janeiro de 2012
O que não falta é literatura falando de como começar a sua vida de freelancer. Livros, blogs, sites dedicados inteiramente a este assunto. Mas e o que você deve fazer antes de virar um freelancer? Será que você deve mergulhar direto neste universo de um dia para o outro?
Aproveite sua vida
Recebo com uma certa frequencia e-mails de adolescentes (e, em alguns casos, até de crianças) falando sobre como querem ser designers. Perguntam como devem começar, quanto devem cobrar, etc. Querem só saber de ganhar dinheiro ou preencher o tempo que eles tem disponível entre uma aula e outra. Na maioria dos casos, é apenas uma maneira de brincar de adulto.
Quando um adolescente de 16 anos chega pra mim e pergunta como ela faz pra se profissionalizar, a minha resposta é sempre a mesma: espere. Não adianta você querer crescer mais rápido. Acredite: ter responsabilidades e contas a pagar não é divertido. Sim, ser adulto tem seus benefícios – mas tempo vago não é um deles.
Inevitavelmente você vai crescer. Nunca existe um bom motivo para querer acelerar este processo (e mesmo quando há um motivo válido, ele nunca é bom). Aproveite e deixe pra trabalhar depois.
Aprenda
Deixo claro que não estou dizendo que o jovem não deve querer aprender. Pelo contrário: aprender é a melhor coisa nesta época, pois é quando temos mais tempo. Só estou dizendo que, se você for jovem e está querendo entrar já pro mundo profissional, dê um tempo.
Vejo muito “designer” com cursinho de Photoshop debaixo do braço querendo vender design sem ter o conhecimento antes. Só por que você faz imagens fantásticas no computador, não faz de você um bom designer. Antes de procurar um emprego, busque conhecimento. Saiba o que é design. Estude bastante. E, mesmo depois de ter aprendido bastante e conseguido um emprego, nunca pare de estudar.
Consiga experiência
Se você quiser ser freelancer, faça alguns meses (ou até anos) de trabalho em escritórios. O melhor jeito de aprender como ter seu próprio negócio é ver os seus chefes trabalharem. Seja curioso e fique sempre de olho aberto. Até nos empregos mais “chatos” que tive (trabalhos repetitivos que não excercem a criatividade, por exemplo) aprendi bastante sobre como uma empresa funciona.
No início da minha “carreira”, eu comecei como freelancer. Mas eu não sabia administrar meu tempo, as tarefas, meu dinheiro e meus clientes. Foi só trabalhando com outras pessoas que vi como funciona tudo isto – e acredite, não importa quantos livros você ler, tem coisas que você só aprende vivenciando.
Tenha dinheiro guardado
Os primeiros meses do xCake foram duros. Não rendia praticamente nada – chegávamos a gastar mais do que receber. Por sorte, eu e minha esposa/sócia ainda tínhamos empregos “diurnos”. Até hoje temos dinheiro reservado para casos de emergência (falta de clientes, quebra de computadores, invasão alienígena, etc).
O ideal é que você tenha pelo menos 3 meses de dinheiro pra seus gastos normais guardados (pra pagar aluguel, água, luz, telefone, comodidades, etc), pois no início seus ganhos talvez não sejam tão altos.
Tenha certeza
Este é provavelmente a coisa mais difícil a se fazer – sim, mais difícil do que aprender, guardar dinheiro ou conseguir experiência!
Ter um emprego normal requer que você vá ao escritório as 8 da da manhã até as 6 da tarde todo dia, faça seu trabalho lá e volte pra casa sem trazer nada consigo. Finais de semana são pra descansar.
Já para o freelancer, a história é outra: você pode até acordar mais tarde e se você trabalhar em casa, tem a vantagem de não precisar pegar trânsito para ir ao seu escritório. Mas as regalias param por aí.
Você vai trabalhar o dobro de horas e ter quatro vezes mais coisas a fazer. Você não pode simplesmente “voltar pra casa e deixar o trabalho no escritório”, pois se você fizer isto não será pago. Finais de semana são para colocar aquelas tarefas atrasadas em dia ou pra pensar em novas maneiras de conseguir clientes.
Se no seu escritório você “só” precisava criar layouts para sites, agora você vai ter que: se auto-promover, correr atrás de clientes, fazer todo o processo de atendimento, fazer toda a parte do financeiro, cuidar de toda a parte do briefing e entender o que o cliente quer, criar o layout, codificar aquele layout, entregar, prestar a manutenção e depois repetir todo o processo novamente.
Você ganha mais dinheiro do que em um emprego fixo? Sim. Mas só se você realmente se esforçar. Na maioria dos casos, o salário é proporcional ao tanto que você está trabalhando (você trabalha o dobro de horas por dia e ganha o dobro do seu salário de quando era empregado). Você trabalha mais feliz sem um chefe atrás de você o tempo todo? Sim. Mas em contrapartida, você sabe que se enrolar demais, seu cliente vai te abandonar.
Se você tem tudo isto em mente e ainda quer ser freelancer, quer dizer que você ou é louco, ou tem um objetivo maior. E se você tem um objetivo maior que você quer acima de tudo, nada vai te segurar.
Boa sorte!
Pós e contras de ser um freelancer
Resumo
Não ter chefe, não ter horário para entrar nem para sair e trabalhar em casa é o sonho de muitas pessoas. Ser freelancer realmente tem inúmeros pontos positivos, mas como em qualquer situação, também tem o lado negativo, já que requer muita disciplina e comprometimento. Confira abaixo alguns prós e contras de ser freela:Passos
1 - Em primeiro lugar, analise se você possui perfil para não ter alguém no comando. Isso é primordial para que você tenha sucesso ou não;
2 - O profissional autônomo deve ser organizado, disciplinado e comprometido. O freelancer, por trabalhar sozinho, precisa ter aguçadas essas características, já que não está preso a regras, horários e relatórios;
3 - É preciso saber administrar muito bem toda a receita: há meses em que a renda é muita e outros que nem tanto assim. Como há essa variação, organizae seu orçamento para ter sempre uma reserva de segurança para os períodos em que o trabalho for em menor volume;
4 - É fundamental que você saiba "vender" o seu trabalho, portanto, prepare um belo portfólio e não tenha medo: mostre que você é o melhor. Afinal, ser freelancer significa que você precisa oferecer seu trabalho e fazer com que os outros conheçam suas habilidades;
5 - Cumpra os prazos prometidos e faça todas as tarefas de forma impecável, isso fará com que a pessoa que o contratou o indique para terceiros. Lembre-se que como freela, a melhor forma de você conseguir cada vez mais trabalho é pelo boca a boca.Importante
Antes de se tornar um freelancer, tenha certeza que há espaço no seu mercado de trabalho para profissionais deste tipo. Analise a demanda atual, certifique-se de ter criado uma boa rede de relacionamentos e busque um diferencial para ganhar vantagem na disputa no mercado.Fonte: Comunidade Bem Simples
Assinar:
Postagens (Atom)